Aos gestores SEI, esse tópico é pra vocês:
Estamos estruturando um modelo de governança do SEI no âmbito da Administração Pública Federal, com um objetivo simples:
Tomar melhores decisões sobre a evolução do SEI, com base em problemas reais de uso, de forma transparente e coordenada.
Esta é uma versão inicial (V0), e queremos construir isso com vocês.
Como o modelo se organiza (visão geral)
O modelo tem 5 (cinco) peças principais:
1) Câmaras setoriais (GTs permanentes)
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APF Direta;
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APF Indireta;
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Agências Reguladoras;
As câmaras têm o papel de consolidar problemas e demandas do seu segmento. A separação nasce da necessidade de já recebermos demandas mais qualificadas. Atender sugestões ou problemas a granel levaria a desvios de foco e menos isonomia. A ideia é gerar valor pra mais gente com menos esforço…
2) Câmaras temáticas (GTs temporários)
Criadas sob demanda para temas específicos, elas aprofundam as análises técnicas e ajudam na generalização de soluções. Seu papel não é o de atuar em todas as demandas, mas sim apenas quando estas exigirem aprofundamento técnico antes da tomada de decisão. Por exemplo:
- Uma nova funcionalidade relevante;
- Uma mudança significativa em regra de negócio preexistente;
- algo que pode virar padrão nacional
- algo já feito por um órgão, mas que precisa ser adaptado
3) Gerência de Projeto do SEI (estrutura recém-criada na DTGES/SEGES-MGI)
A Gerência terá o papel de organizar e estruturar as demandas, classificar os inputs recebidos (podem ser correções, melhorias, evoluções ou diretrizes) e preoarar insumos para tomada de decisão pelo Comitê de Governança do SEI. A gerência pode recorrer aos GTs para auxiliar no detalhamento da documentação das questões apresentadas (e posteriormente, na concepção das soluções).
4) Comitê de Governança do SEI (de caráter deliberativo)
O comitê tem o papel de decidir prioridades e diretrizes referentes ao SEI, resolver conflitos e deliberar sobre evoluções relevantes, com base em insumos estruturados pela Gerência de Projeto a partir das contribuições das câmaras setoriais e temáticas, assegurando a aderência do sistema à legislação vigente e às melhores práticas.
5) Execução + Monitoramento
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O desenvolvimento das corretivas, melhorias e evolutivas pode ser feito diretamente pelo PEN e/ou por parceiros;
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Cabe à gerência realizar o acompanhamento de resultados e coletar feedback dos órgãos usuários das soluções desenvolvidas;
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A gerência é responsável também pela “retroalimentação” do ciclo: prestar contas ao Comitê e aos GTs para viabilizat ajustes e revisão de decisões.
Resumindo:
O modelo parte de uma premissa simples: quem está em contato com os usuários e suas dores cotidianas tem a primazia para apresentar os problemas a serem resolvidos. O PEN criou uma unidade (a gerência) exatamente para organizar e consolidar as demandas apresentadas. Propomos a criação de um comitê, com papel deliberativo, para decidir sobre prioridades e diretrizes. O PEN pode executar o desenvolvimento ou acionar órgãos parceiros que possam atuar nessa frente. A gerência monitora esse processo para prestar contas às partes envolvidas.
Desenhando o modelo:
Ponto chave:
Ao invés de ser uma via para “receber sugestões de funcionalidades”, o modelo é focado em:
identificar e qualificar problemas reais de uso do SEI, com potencial de solução compartilhada.
O que queremos validar com vocês:
- Os grupos propostos (APF Direta, Indireta e Agências) refletem bem as diferenças de uso do SEI?
Há algum recorte que faz falta ou que poderia ser simplificado?
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Hoje, no seu órgão, é fácil descrever claramente um problema no uso do SEI?
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O que costuma dificultar (ou ajudar) esse processo?
- Que tipo de demanda, na sua realidade, não poderia ser decidida diretamente e precisaria de uma análise mais aprofundada antes?
- O que faria você confiar que as decisões sobre evolução do SEI estão sendo bem tomadas?
- Quando uma melhoria é implementada hoje, vocês conseguem avaliar se ela resolveu o problema?
- O que falta nesse acompanhamento?
- Considerando a realidade do seu órgão, o que mais dificultaria a participação nesse modelo? (tempo, equipe, complexidade do processo etc.)
Pergunta
O que, na prática, faria esse modelo funcionar — ou não funcionar — no seu órgão?
Próximos passos
Vamos consolidar as contribuições e evoluir para uma versão 1.0 do modelo.
Participe(n)!
Este é um espaço de construção coletiva!
